Tchau!

Abril 24, 2008

A partir de agora, me leiam aqui.

E atualizem seus links: www.mundopiero.brogui.com


Aviso

Abril 23, 2008

Hoje, quando conversava com uma amiga, percebi o quanto estou ficando impossível de se aguentar. Estou cansado e depressivo, e isso tudo tem um motivo: TCC.

O que mais me angustia não é o fato de fazer uma monografia sobre um determinado assunto. É ver que a vida está passando por entre meus dedos, e não consigo fazer nada. É não conseguir chegar numa determinada guria pra dizer o quanto gosto dela, porque sei que não vou ter condições para dar atenção suficiente a ela no momento. É querer fazer uma infinidade de coisas, mas ficar preso por causa de uma única tarefa.

É assim que eu me sinto atualmente: preso.

Portanto, não estranhem se eu não responder e-mails ou scraps, se eu recusar convites para festas ou propostas de trabalho. Estou ocupado, surtando, e provavelmente serei a próxima pessoa a sair voando em uma penca de balões de hélio, tamanho o meu estresse. E peço desculpas para aqueles com quem converso por MSN se pareço um chato depressivo. Pois é assim que estou e, apesar de isso soar muito gay, a carência afetiva está pesando muito (ou como diria Rodrigo Dias, isso é falta de mulher).

Só sei que, depois que eu entregar esse maldito trabalho, preparem-se. Eu vou chegar patrolando o mundo!


A day in the life

Abril 22, 2008

Sabe aquela música dos Beatles, que intitula este post? Pois bem, eu li as notícias de hoje. E apesar das notícias serem tristes… bem, eu tive que rir. Pois só no Brasil acontecem essas coisas:

- Uma multidão se comove pela morte de uma menina de classe média-alta. Ninguém se comove com as mortes de crianças pobres que acontecem todo dia. Essa mesma multidão se aglomera em frente à delegacia, no prédio onde aconteceu o crime, na casa dos pais dos acusados. Gritam, esbravejam, pedem justiça e tudo mais. Pois bem, não só crianças, mas adultos também morrem todo dia pela falta de saúde, segurança, saneamento… questões muitas vezes negligenciadas pelos governantes. Ora, se o Governo se omite e ignora a situação da população, ele também é um assassino. Então por que o povo não reage contra o Governo da mesma forma que no caso da menina?

- Um padre pira na batatinha ao praticar “balonismo” com mais de mil bexigas amarradas num banquinho. Isso foi matéria na Globo há alguns dias. E ninguém repreendeu o doidinho, dizendo que era perigoso. Ao contrário, se sentiu encorajado para voar mais vezes. Agora ele conseguiu voar tão alto que São Pedro puxou ele pelo braço. Enfim, agora começa a contagem regressiva para o primeiro milagre do padre voador, e como consequência uma possível beatificação e canonização.

- O casamento da filha de uma ministra em Porto Alegre conseguiu mobilizar um contingente policial absurdo em poucas horas de cerimônia, enquanto que não vemos tantos vigilantes em ronda durante os “dias comuns” da capital, seja nas áreas de maior movimento ou de maior necessidade. Ainda ouvi hoje no rádio que o Pânico esteve aqui na cidade para “cobrir o evento. E que depois de ter aprontado com todo o contingente político que estava presente, foi censurado com um telefonema da ministra para os donos da emissora.

Eu vi as notícias hoje… e sinceramente, não gostei.


Oportunismo pouco é bobagem

Abril 17, 2008

E todo que quiser dar um tapa na pantera, agora vai ter a desculpa de que está fazendo uma matéria investigativa…

Tá justificado. Cheirado até eu consigo conversar com o Marcola pelo celular.

P.S.: Montagem podre, feita com os recursos do momento.

UPDATE: Agora também para por no MSN:

Free Cabrini MSN


Pimp my Opala

Abril 13, 2008

Eu sou teimoso. Culpa dos astros que me fizeram ariano, e dos mais teimosos. Digo isso porque, quando decidi comprar um carro, não queria qualquer um. Pra mim, quanto mais antigão, melhor. Se eu pudesse, eu teria um Caddilac 1956… mas o meu poder aquisitivo me permitiu comprar uma raridade mais acessível: um Opala 1975.

Mesmo todo mundo dizendo que carro velho consome mais gasolina, eu quis.

Mesmo todo mundo dizendo que um carro desse é difícil de vender depois, eu quis. (E quem disse que eu quero vender?)

Enfim, precisei sentir na pele a dor e a delícia de se ter um Opalão. Começando pelas delícias, é um carro ultra-confortável, de motor impecável. Possui apenas três marchas, com mudança de câmbio na direção. Fora que é um carro de presença ímpar: andando na rua, todo mundo pára pra olhar.

Agora, as dores… Na primeira vez que eu saio com o carro para trabalhar, pego um toró daqueles. Ainda por cima, entrei numa rua errada e parei onde não devia, no meio de um engarrafamento. Buenas, nessas horas a gente liga o limpador de pára-brisa. Liguei, e não demorou três minutos para eu ver um dos braços do limpador voar pelo capô do carro e sumir no trânsito. Dirigi do serviço para casa sem enxergar um palmo na frente do nariz.

A segunda foi um vazamento repentino do radiador. O carro quase pegou fogo duas vezes. A terceira foi um vazamento no tanque de gasolina consertado através de uma gambiarra cm cola e fita isolante (não importa o “como”, importa é se resolve). E ontem, antes de ir pra uma festa, foi o pneu que encrencou.

Enfim, entre idas e vindas ao mecânico, agora ele está bom (até o próximo problema surgir). Mas enfim, carro velho é isso aí, todo mundo me disse. Mas eu não me importo. E confesso: até gosto.

PS: Fim de semana chuvoso, nada melhor pra se fazer do que se enfurnar num TCC.

PS2: Hoje é o dia do beijo. Alguma candidata se habilita?

Xbox: Não é desespero, mas na atual conjuntura, com TCC e estresse, preciso de alguém que cuide de mim, porque até o fim de maio, não terei condições de cuidar de alguém.

Wii: Sim, só os mais nerds vão entender essa brincadeirinha idiota…


Dia do Jornalista

Abril 7, 2008

Agora há pouco eu acessei o Terra, e me deparei com a seguinte manchete: Bebê com dois rostos passa bem na Índia. Nossa! Eu nem sabia que um bebê de dois rostos tinha nascido, quanto mais saber que ele passava bem.

Cliquei na notícia. Era uma matéria grande, falando sobre o caso, mas nada de foto. Nem um mísero link para a notícia original. Me senti iludido, porque eu queria ver a foto do tal bebê. Fui no Google, e depois de algumas palavras-chaves, encontrei o que queria.

Saciada a minha curiosidade, voltei à notícia do Terra. Pelo que entendi, a criança nasceu com os crânios colados, e que não seria possível fazer a separação, como em outros casos. E aí me bateu um sentimento de arrependimento e de impotência.

Pense bem: o que leva alguém a clicar numa notícia como esta? Ou o que faz as pessoas olharem programas de TV sensacionalistas, ou lerem os tablóides sanguinolentos? Respondo: é o senso da desgraça alheia.

Uma notícia como esta não me acrescenta nada. Mas ela se torna uma forma de dizer “pare de reclamar da vida porque tem gente numa merda maior que a tua”. E então você se sente bem porque aquilo não aconteceu contigo. Percebem a situação?

Ligue a TV. De 15 em 15 minutos a gente é bombardeado pelo plantão anunciando as últimas informações sobre o caso da menina que foi jogada pela janela. Num primeiro momento, a indignação toma conta: “Que absurdo uma coisa dessas!” Depois, vem o alívio: “Ainda bem que não é comigo”. Por fim, a indiferença: “O que tem para jantar hoje?”

Isso não acontece só nas páginas policiais e na seção de notícias “bizarras” dos portais. Também ficamos indiferentes diante da corrupção, do crime organizado, da droga. Afinal – ainda bem – isso não acontece com a gente. E quando acontece, é tarde demais. Aí não adianta fazer passeata, montar ONG, vestir camiseta branca, fazer um minuto de silêncio, quando se devia ter feito um minuto de ação…

Hoje, no dia do Jornalista, um apelo: não fique indiferente. Não ignore o que acontece a sua volta. E aproveite a oportunidade que você tem de mudar a realidade.


Preocupação zero

Março 28, 2008

Epidemia de dengue? Cartão corporativo? Guerra na América do Sul? Definitivamente, isso não é importante para os prestavitos e trabalhadores políticos do Piauí:

Deputados do Piauí questionam vitória de Rafinha

Pior que isso é pensar que se a Natália tivesse ganho o BBB, o Fogaça ia esperar ela com a chave da cidade, depois haveria um desfile num carro de bombeiros ao som de “Porto Alegre é demais”.


25

Março 24, 2008

Eu olho para trás, e vejo tudo que já fiz. E olho para frente, vendo que ainda há muito a ser feito.

Cheguei até aqui e não estou satisfeito. Eu quero mais sem ser ganancioso, e menos sem ser hipócrita.

O que vou fazer no próximo 1/4 de século? Onde vou estar? Onde eu quero estar?

No momento não queria fazer essas perguntas. No momento, quero curtir o momento.

E só.


O polegar

Março 17, 2008

Era pequeno, proporcional ao tamanho dela. E a unha era pequeninha. Se eu tivesse feito uma foto e postasse aqui, vocês iriam jurar que era um polegar na não de uma boneca.

Ela pegou o violão e puxou um lá. E eu fiquei babando, pensando como uma mão tão pequena e frágil consegue se expandir para fazer os acordes de uma música? Os dedos vão se mexendo, trocam de posição, ora voltam ao estado original. E eu pensando se o instrumento estava com cordas de aço. Cordas de aço machucam. Quer dizer, machucam os leigos, como eu. Ela já deve estar acostumada…

Foi quando um pingo de realidade caiu na minha cabeça. É muito ruim estar a fim de alguém e não conseguir externar isso. E ela é tão linda, tão inteligente, tão legal… São tantos “tão” que ela tem, que eu não sei o “tão” que eu tenho a oferecer a ela. Ou se tenho, como fazê-lo.

Nessas horas a gente fica pequeno como um polegar. Sem saber como agir, dá medo de fazer uma bobagem. E esse mesmo medo impede de arriscar, de chegar perto, de tentar encarar nos olhos, de se abrir e falar o que ressoa lá dentro do coração. E se esquece que o polegar, mesmo pequeno, é importante para mão quando a gente precisa segurar, agarrar algo. Sem o polegar, não é possível fazer vibrar as cordas de um violão, e tocar as mais belas músicas.

Quando eu volto a sí, ela ainda está tocando. E quando eu fecho os olhos, ela ainda está tocando. Talvez para me lembrar que a vida é curta. Curta como um polegar.

Dedicado aos amigos incompreendidos, por serem românticos e tímidos, muitas vezes considerados esquisitos. Na verdade, somos especiais.


De férias em POA

Março 7, 2008

Mistério envolve passageiro que matou dois assaltantes

Um homem misterioso, rápido no gatilho e com exímia pontaria conseguiu evitar a tiros aquele que seria mais um assalto a lotação em Porto Alegre, o primeiro na carreira do motorista de 33 anos que fazia a linha Partenon-Pinheiro na quarta-feira à noite.

Alto, branco e forte. Foi assim que uma jovem de 27 anos descreveu o passageiro que, em silêncio, levantou da poltrona, sacou sua arma e matou dois ladrões que atacavam o lotação. O veículo seguia pela Avenida Bento Gonçalves em direção à Lomba do Pinheiro. Foram cinco tiros certeiros. A dupla, mesmo armada, não teve como reagir.

- Ao entrar no lotação, ele já chamou a atenção das mulheres por sua forma física. Depois que atirou nos ladrões, virou herói – contou a jovem à polícia.

(…)Três tiros acertaram o criminoso que carregava a mochila: dois no tórax e um no rosto. Seu comparsa foi atingido na nuca.

(…)Antes de seguir viagem, o condutor recebeu duas instruções do passageiro armado. A primeira, para abrir a porta. Feito isso, o atirador pegou a arma de um dos bandidos, caída no piso do veículo, e se encarregou de, aos chutes, jogar os dois ladrões para fora.

Aplaudido e cumprimentado pelos cerca de 20 passageiros, ele deu a segunda e ainda mais inusitada orientação ao motorista: para que seguisse a viagem até o terminal na Lomba do Pinheiro, sem parar em posto policial ou delegacia.

—–

Alguém aí tem alguma dúvida?

Eu não:

Chuck Norris joga roleta russa com uma arma inteiramente carregada, e ganha.